Segurança - Apostila
Técnicas de rappel
Um meio de descida no qual a pessoa desliza controladamente corda abaixo
– uma técnica que interessa tanto a escaladores quanto a espeleólogos. Em
caverna, utilizada em conjunto com a técnica de subir a corda com blocantes,
o rappel pode ser considerado uma das grandes inovações em técnicas de abismos.
Em montanha, ele é a alternativa a Ter que descer escalando uma parede,
mesmo que fácil- e em paredes difíceis, rappel é a maneira mais rápida e
segura de descer, desde que existam sólidas ancoragens, um bom equipamento
e a técnica correta.
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Instalando o rappel
O primeiro passo para instalar um rappel, é descobrir uma ancoragem
sólida e confiável, em geral uma grande árvore, ou um pináculo de
pedra, ao redor da qual se coloca uma fita ou uma solteira (pedaço
de corda). As vezes são raras as boas ancoragens naturais, e o escalador
acaba tendo que apelar para outras menos satisfatórias – pedras grandes,
arbustos, ou então ancoragens artificiais como pitons ou nuts, ou
mesmo grampos de expansão.
Para instalar o rappel em primeiro lugar, faça sua ancoragem até que
uma vez estando voçê seguro, aí sim poderá trabalhar montando todo
o sistema de descida.
Quando ancoragens pouco satisfatórias são usadas , é melhor lançar
mão de duas ou três em conjunto. Contudo, quando elas são a prova
de bomba (queda brusca), basta uma única ancoragem. Em caverna, uma
vez passada a fita ou uma solteira (pedaço de corda), ao redor da
ancoragem, fixa-se corda a ela, por um nó em oito e mosquetão de trava.
Depois pode-se subir pela mesma corda com nós blocantes (prusik ,
machard) ou pelo jomar.
Como a corda tem grande chance de desgastar contra a borda do abismo,
neste ponto ela deve ser protegida do atrito com um pedaço de mangueira
de bombeiro por exemplo.
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Já em montanha, como não se vai voltar a subir pela corda, e como
ela deve ser recolhida para novamente ser usada, usa-se passar o meio
da corda pela fita de ancoragem, jogando as duas pontas para baixo.
Neste caso, em primeiro lugar teremos que Ter o cuidado de dar um
nó nas duas pontas da corda antes de jogá-las para baixo, isto para
termos a certeza, de que as duas pontas chegaram juntas lá em baixo.
Em segundo lugar, deve-se observar, se as pontas lá em baixo chegaram
ao lugar desejado, senão você poderá ter que subir novamente.
Caso você está impossibilitado de verificar aonde as pontas estão,
então aconselha-se a fazer o rappel bem devagar, e checar a todo o
instante olhando para baixo, até poder ver se terá um ponto de ancoragem
sólido ,de fácil manuseio, e que você possa trabalhar com o máximo
de conforto, tipo uma plataforma.
Mesmo que tenha achado uma plataforma bem confortável, não puxe uma
das pontas da corda até você verificar se naquele ponto pode ser feita
uma nova ancoragem, caso contrário poderá ficar prêso ali com seus
companheiros.
Aqui já podemos falar como é importante ter consigo martelo, batedor
e algumas chapeletas, porque mesmo que esteje em uma parede muito
alta e sem ancoragens, podemos rapelar e fazer-mos várias ancoragens
ao longo da descida, fincando as chapeletas na rocha. Se é usado um
piton, também se passa uma fita pelo seu olhal, para evitar que sua
borda fina demais corte acidentalmente a corda. Já no grampo de 3/8
ou 1/2 polegadas, sua seção é larga o suficiente para não machucar
a corda, que pode ser passada diretamente pelo olhal.
Na maior parte das situações de montanha os rapeis são curtos, e uma
corda normal de escalada (50 mts) dobrada, já é suficiente para baixar
22 ou 25 mts, porém o lance é maior, então amarram-se duas cordas
de 50mts com um nó de pescador, jogando as duas pontas para baixo,
tendo o cuidado de observar qual delas deverá ser puxada, para o nó
não encrave no ponto de ancoragem e também ter o cuidado de fazer
um nó nas duas pontas que jogarmos para baixo.
Na hora de jogarmos para baixo a corda, é preferível não lançar a
corda nunca enrolada, mas re enrola-la cada metade em separado.
O nó que se fez nas pontas também oferece segurança para que o aparelho
que está sendo usado para rappel, não passe dali travando automaticamente
no Final da corda. Quando puxá-las não esqueça de desfazer os nós.
De rotina, antes de colocar o seu peso na corda, teste sempre a ancoragem.
A despeito dos cuidados na escolha desta, o sistema não passa seu
teste da verdade, enquanto o primeiro a descer não completar o rappel.
Se há corda suficiente, em caso de qualquer dúvida ele deve descer
com segurança dada por cima. Além disto todos os outros membros da
equipe devem estar ancorados, especialmente em paredes verticais e
expostas, e isto tanto no topo, como ao pé de qualquer rappel. Se
qualquer dúvida ainda existente a respeito da confiabilidade do ponto
de ancoragem da corda de rappel, ele deve ser reforçado com outros
múltiplos pontos conectados a ancoragem principal, por meio de fitas.
Desde o primeiro, e se a ancoragem principal passa no teste, o último
a baixar pode remover as ancoragens acessórias e rappelar com a corda
passada apenas à ancoragem principal.
Já os rappeis executados com aparelhos são mais confortáveis e fáceis
de controlar – contudo exigem mais cuidado na sua colocação e na sua
técnica.
Rappeis livres (em negativos), rappeis com mochilas pesadas ou volumosas,
rappeis com cordas simples ou cordas muito finas – são todos mais
fáceis quando se usa um aparelho qualquer de descida. Com o uso do
aparelho, é possível a alguém colocado abaixo, controlar e mesmo travar
a descida de qualquer pessoa que tenha perdido o controle. A inexperiência,
por ter largado a corda , ou por ter perdido os sentidos, ou por estar
ferido ou desabilitado – simplesmente retesando a própria corda com
força, o que equivale a dar-lhe segurança por baixo – é uma das principais
vantagens do rappel com aparelhos.

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