Segurança - Apostila
Ancoragem
Ancoragem, quer dizer amarrar-se ou se prender a um ponto, seja pedra, árvore
, e que possa oferecer segurança suficiente para o trabalho que irá desempenhar.
Sempre para um escalador a ancoragem é importantíssima, não só para si,
como também para seus companheiros que irão usá-la para descer abismos,
ou mesmo para escalar rochas com toda segurança suficiente, para prevenir
uma queda.
Os pontos de ancoragem mais comuns no alpinismo, são grampos , pinos ou
chapeletas que são presos na rocha, feitos e colocados na de forma a aguentar
pesos de até 25 KN (Vinte e Cinco Kilo Newtons), o que quer dizer 2500 kilos
aproximadamente.
Cada kilo Newton equivale a mais ou menos 100 kilos. Normalmente na ancoragem
costuma-se usar dois pinos (grampos) simultaneamente , equalizados por uma
fita.
A colocação da fita também tem importância fundamental, em virtude de distribuir
as fôrças igualmente nos dois grampos, não importando aonde quer que você
esteja, conforme demonstra a figura abaixo. Note que há uma torção em um
dos pontos da fita, isto evita que, na hipótese de um grampo se soltar,
a fita continuará presa ao outro grampo.

Como ajustar a caderinha corretamente
Primeiro ponto básico é na visualização da mesma, observando bem devagar
para não deixar fitas torcidas na cintura ou nas pernas. A alça principal
deve se posicionar na frente da cintura, e cuidado também para não coloca-la
do avesso.
Feito isso, aperta-se bem a cintura e por último as pernas. Verifique se
a fita que envolve toda a cintura ficou bem em cima do quadril e sem folga.
Por fim observe muito bem se as fivelas estão presas, os fechos das mesmas
explicam que tem que passar pelo fecho pelo menos duas vezes na ida e na
volta. Este detalhe é ponto tão importante que poderá resultar na abertura
da mesma, quando a pessoa estiver pendurada nas alturas.
Muito Cuidado com isto !!!.
Os mosquetões com rosca devem ser usados na cadeirinha do monitor, que vai
oferecer a segurança para quem está escalando, e o mesmo deve ser rosqueado
até o fim com o máximo de observação e cautela.
Os dois mosquetões automáticos, serão usados para prender a corda na cadeirinha
de quem vai escalar. Evita erros do monitor na hora de rosquear o mosquetão,
e evita também que o escalador iniciante tente abri-lo quando estiver escalando...
Parece inacreditável que alguém vai fazer isso, mas um dia já aconteceu
comigo em um evento, e por sorte estava usando esse tipo de mosquetão.
Use só o nó oito duplo com duas alças, para conectar o mosquetão automático
na cadeirinha do escalador.
Fornecendo segurança para o companheiro
O elemento básico de segurança numa escalada, é a cordada. Em geral, de
duas ou tres pessoas coloca-se sempre o melhor escalador à frente como guia;
o melhor segurador como segundo , a terceira posição é a das melhores para
quem gosta de fotografar e não quer se preocupar com assuntos de segurança.
Quando a cordada é de dois escaladores com o mesmo nível técnico, podem
ir se revesando de primeiro a cada lance: é menos stressante quando se está
aprendendo, evita todo um trabalho de corda a cada ancoragem, e oferece
a oportunidade de progredirem os dois, tecnicamente.
A corda é o elemento de união entre os dois, mas cada ponto do sistema de
encordamento tem sua importância: a cadeirinha, os nós usados, o ponto de
ancoragem, e sua colocação, espaçamento e confiabilidade das costuras, o
trabalho de corda e o método de segurança escolhida.
O encordamento se faz atualmente pelo nó de oito duplo guiado, a uma cadeirinha
ou baudrier. A ancoragem a um ponto qualquer se faz mais facilmente pelo
nó volta de fiel, um nó de ajuste rápido, fácil de fazer com uma só mão.
Pode-se também usar o nó de oito.
O ponto de ancoragem- pedra, laca, árvore, grampo, piton ou nut – tem que
ser sempre à prova de bomba (ou prova de queda). Em certos casos, a posição
de quem segura é tão confiável, que não há necessidade de ancorar-se: é
uma opção, mas um pouco versátil, caso alguém caia necessita-se travar a
corda e proceder a uma recuperação.

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OBS. Importante por Maurício Ferraro...
A figura mostra o guia usando um fiel no mosquetão de rosca que está
no grampo da esquerda.
Dessa forma o peso do guia se encontra sustentado apenas pelo grampo
da esquerda. Nesse caso, a equalização está apenas exercendo o papel
de backup para o grampo esquerdo, e não distribuindo o peso do guia
entre os 2 grampos.
Além do mais, ocorre que quando o participante chega na parada ele
não tem onde colocar sua solteira, já que ele não pode se solteirar
no mosquetão do UIAA, pois quando vc for soltar o UIAA o msoquetão
ficaria aberto e com o participante solteirado nele...muito arriscado.
Na verdade até teria onde ele se solteirar.. naquele mosquetão do
grampo esquerdo, que, coitado estará aguentando sozinho, o peso de
2 pessoas.
Acredito q a melhor solução é fazer a equalização e em seguida, o
guia usando uma solteira e um mosquetão de rosca, se clipar naquele
mosquetão base central. (onde no desenho o guia usa um UIAA)
A segurança do participante (UIAA, ATC, GRIGRI, GIGI..) passaria para
um mosquetão de rosca preso no mosquetão base em q vc está solteirado.
(então são 3 mosquetões: o base da equalização. Preso nele, o da solteira
do guia e o da segurança do participante) Dessa forma quando o participante
chega a parada ele pode se clipar no base em que o guia está clipado
e que está usando da equalização para distribuir o peso nos 2 grampos...
Sendo assim a segurança do participante pode ser retirada e o guia
começar o próximo esticão.
Fornecendo segurança com o grigri
Na figura acima, o escalador que fornece a segurança ao companheiro
que escala, usa um nó em seu mosquetão que já vimos, o UIAA, mas hoje
existe um equipamento que se chama GRIGRI, produzido pela Petzl, e
adotado em todas as academias como aparelho de alta segurança nesses
casos. O aprendizado do uso desse aparelho deverá ter acompanhamento
de um técnico especializado sempre presente nas primeiras instruções,
mas mesmo assim tentamos explicar abaixo seu modo de utilização.
Antes de colocar o grigri no seu mosquetão leia com atenção toas as
indicações de manuseio do mesmo, e como passar a corda por dentro
do aparelho. Isto tem um lado certo, se porventura fizer errado ele
não funciona podendo colocar em risco a pessoa que escala.
- Nunca fique de costas para quem está escalando. Seria
no mínimo uma falta de respeito.
- Verifique tudo de novo antes do escalador começar a
subir pela parede, cheque pelo menos duas vezes passo a passo,
se as cadeirinhas estão bem presas e as fivelas apertadas; se
os nós estão bem feitos; a conecção dos mosquetões, e a colocação
dos grigris está correta, enfim olhe e observe mais uma vez e
está tudo em ordem para dar a voz de comando para a pessoa começar
a subir.
- Há dois tipos de dar segurança com o grigri, a primeira
delas seria o caso de academias que oferecem o sistema de escalada
em TOP-ROPE, ou seja, nesse caso a corda já está ancorada no topo
da parede passando pela ancoragem superior, e as duas pontas dela
estão no piso da parede de escalada. O outro tipo de segurança
é a escalada guiada, onde não temos ancoragem superior, isto determina
que neste tipo de escalada o Grigri tem que ser requisitado com
altíssima atenção e sómente com um curso de um profissional. No
primeiro dos casos (Top Rope) uma das pontas da corda é presa
ao escalador normalmente pelo nó em oito duplo, e a outra ponta,
com quem vai ofereçer a seguranga para quem irá subir, este usando
o GRIGRI, aliás um equipamento auto blocante.
Preste atenção – Quando o escalador sobe a corda que está
presa na cadeirinha dele vai ficando com folga. Essa folga deve ser
retirada imediatamente puxando a outra ponta da corda preferencialmente
com a mão esquerda, e fazendo com que ela passe por dentro do grigri
com a mão direita. Os olhos fitos no escalador devem estar atentos
a qualquer movimento dele, porque nós nunca vamos saber a hora que
ele vai se soltar da parede de escalada.
A corda de ancoragem deve ser a mais curta possível (e totalmente
esticada), com o ponto de fixação sempre acima do segurador, e é colocado
de frente para a direção de que possa vir o choque de uma queda, para
não ser arrancado de sua posição, desiquilibrar-se, ou entrar em pendulo.
(Normalmente em casos de escalada guiada em rocha).

Quando o escalador se solta e fica pendurado
Quando isto acontecer, a corda que passa por dentro do grigri imediatamente
vai acionar o mecanismo mecânico do mesmo ficando tudo travado. O
escalador vai ficar pendurado solto no ar, e o monitor que faz a segurança,
vai sentir-se sendo puxado para cima.
É so refletir um pouco mais....Se os dois estão presos pela mesma
corda, enquanto uma força quer fazer o escalador descer a outra ponta
da corda irá criar tensão contrária fazendo o monitor subir.
Nunca coloque pessoas com mais de 80 kg. para escalar. (Já tive muitos
problemas com gordos!) Eles viram de ponta cabeça com facilidade,
e a cadeirinha pode escorregar pelas pernas. Isso porque, geralmente,
eles não têm cintura definida e, por mais que a gente aperte não dá
certo. Fica muito inseguro.
Outros sim que, se a pessoa que estiver escalando pesar 100 kg, e
o monitor pesar 50 kg., é provável que, quando o escalador cair o
outro poderá subir. Então, é fato termos uma equivalência de pesos
entre os dois.
CUIDADO!!!
Antes de puxar a alavanca do equipamento (mão esquerda) para liberar
a corda travada pelo grigri, primeiramente a mão direita deve estar
bem segura na mesma (Observe bem o manual e as fotos). A alavanca
tem que ser puxada bem devagar, e com a corda bem apertada pela mão
direita.
Conforme você vai liberando a alavanca para baixo, vai sentir a corda
presa na mão direita querer escorregar pelos dedos, não
abra a mão direita por nada neste mundo...se
fizer isso a pessoa que estiver escalando cai deliberadamente. Você
a deixa escorrer bem devagar por entre os dedos até que o escalador
desça até o chão.
Nunca o monitor deve deixar o escalador colocar e tirar seu mosquetão.
Sempre será o monitor o responsável por esse ato.
Um bom colchão (bem fofo e grosso), faz uma boa diferença embaixo
de quem escala. Pode-se evitar um acidente mais grave no caso de um
descuido do monitor.
Escalada guiada
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As costuras, que o guia (escalador que vai a frente) vai colocando
para sua segurança, não devem pelo seu número e colocação, desenvolver
atrito na corda, ou forçá-la contra quinas de pedras ou bordas agudas
onde possa sofrer danos. As costuras devem também ser montadas de
modo a não se desfazer em hipótese alguma (o mosquetão abrindo por
exemplo), ao mesmo tempo em que deixa a corda correr o mais livremente
possível.O uso de fitas reorienta a trajetória da corda, que passa
a ser mais retilínea, mais livre de angulações e de atrito.
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Quanto ao mosquetão, a abertura deve estar do lado contrário
ao do olhal do grampo ou piton, e a corda ao guia sempre saindo por
cima do mosquetão, e pelo lado oposto ao da abertura. Em casos confusos,
dois mosquetões em série oferecem uma combinação mais flexível- ou
uma colocação menos duvidosa...
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